Buscar
  • Mateus Cosac

Morning Call - 04/10/2019

O resultado da sequência de três dados fracos da economia americana - completados ontem com o ISM de serviços, o menor em 3 anos - jogou o dólar para baixo e, aqui, a cotação caiu para R$ 4,08 - perto dos R$ 4,05 que o BC usou em cenários que mostravam inflação abaixo do centro de meta em 2020. Foi a deixa para que os juros futuros, que vinham na estabilidade nos últimos dias, também cedessem mais e para o mercado iniciar apostas de que o corte de 0,50 pp na Selic previsto para este mês pode se repetir em dezembro. Nos EUA, foram retomadas as apostas em mais dois cortes de juros pelo Fed. O Ibovespa só ao final do pregão ganhou fôlego para acompanhar a retomada da alta das bolsas americanas, puxado pelo Banco do Brasil, após anúncio de oferta de ações, sem a participação da União.


No exterior, as bolsas americanas subiram com o aumento das apostas de corte de juros nas duas reuniões restantes do Fed este ano para sustentar a economia que mostra sinais crescentes de fraqueza. Rendimento das treasuries caíram pelo 6º dia para 1,53%. Analistas se preparam para números mais pessimistas do payroll em meio à guerra comercial e à queda dos indicadores de produção, o que reduziu as estimativas para apenas 130.000 vagas no setor privado criadas no mês passado, projeção mais fraca em sete anos. As estimativas de vagas criadas como um todo são mais altas, em 145.000, devido a um aumento esperado na contratação temporária para o censo


Hoje os rendimentos das treasuries estendem a queda e o dólar tem leve viés de baixa enquanto investidores aguardam relatório de emprego, às 9:30, e fala de Powell, às 15:00, nos EUA. Mercado checará se dados confirmam a tendência de enfraquecimento da economia americana mostrada por outros números nos últimos dias e se Powell endossará as apostas em redução dos juros. A probabilidade de corte da taxa do Fed foi para 80% e ajudou a reverter tendência de alta do dólar. No Brasil, valorização do real já leva mercado a flertar com Selic a 4,5% no final do ciclo. Consolidação de cenário de dólar e juros em níveis menores depende ainda da conclusão da reforma da Previdência. Em meio a impasse com senadores sobre pré-sal, governo amplia negociação. Jornais falam em divisão de recursos via emendas parlamentares, mas proposta não teria sido bem recebida. Bolsonaro prevê votação na semana que vem. Agenda doméstica é vazia.


Bom dia e um excelente final de semana a todos.

Posts recentes

Ver tudo

Morning Call - 18/06/2021

Ontem: Os juros futuros curtos e médios dispararam e a curva perdeu a inclinação após o Copom adotar uma comunicação hawkish e deixar janela aberta para acelerar ritmo de alta da Selic, caso as expect

Morning Call - 17/06/2021

Ontem: A previsão de dirigentes do Fed de que os juros nos EUA podem ter dois aumentos até final de 2023 - um ritmo de aperto mais rápido do que o esperado - trouxe pressão aos ativos no exterior e no

Morning Call - 16/06/2021

Ontem: Os juros futuros curtos estenderam a alta, no aguardo de decisões do Fed e do Copom. O dólar virou para a queda no período da tarde, com fluxo vendedor e também na esteira da expectativa de alt