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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 04/08/2020

Ontem: O dólar subiu pela segunda sessão seguida, influenciado sobretudo pelo exterior, onde a moeda americana se fortaleceu e divisas emergentes se desvalorizam. O euro perdeu força após dados econômicos mistos na Europa e com relatos de aumento de infecções por coronavírus em vários países da região da moeda única. No front doméstico, notícias que sugerem ameaças ao teto de gastos deixam o mercado desconfortável. Juros futuros encerraram sessão regular perto da estabilidade, com o mercado focado no esperado corte de 0,25 pp da Selic amanha. O Ibovespa não teve fôlego para acompanhar os ganhos das bolsas americanas e fechou de lado, pressionado sobretudo pelas quedas da Petrobras e Vale. Equipe econômica deve estender para além de setembro o programa de auxílio emergencial para trabalhadores informais, mas em valor abaixo dos atuais R$ 600. LÁ FORA, as bolsas americanas subiram, com as ações de tecnologia liderando os ganhos, em meio a dados econômicos positivos.


Hoje: Dólar interrompe a alta forte das duas últimas sessões no exterior, mas alívio não é generalizado. Bolsas, petróleo e juros das treasuries têm leves baixas com indefinição sobre estímulos nos EUA, apesar de alguns sinais de avanço nas negociações, e novas trocas de ameaças na disputa EUA-China envolvendo a TikTok. EUA divulgam pedidos às fábricas e de bens duráveis após ISM forte da véspera. No Brasil, onde índice de manufaturas ontem também mostrou alta forte, produção industrial de junho sai hoje e tem estimativa de alta mensal de 8%, sendo último indicador de peso antes da decisão do Copom amanhã. Mesmo com a economia indicando retomada, o mercado mantém aposta em corte da Selic, que resistiu até mesmo à disparada de mais de 3% do dólar nas últimas duas sessões. Expectativa de que o Copom adote um tom cauteloso, contudo, aumenta com notícia de que a ajuda emergentcial na pandemia - e seu bilionário custo fiscal - pode ser estendida, o que amplia os receios de ameaça ao teto de gastos. IPC-Fipe desacelera menos que o previsto e agenda ainda traz Fenabrave e leilão de NTN-B. Na cena corporativa, Itaú tem lucro recorrente em linha no 2º trimestre e BNDES pode vender já este mês ações da Petrobras e Vale. Onda de IPOs tem novos candidatos, mas também notícia de uma baixa.


Bom dia a todos.

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