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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 04/05/2020

Quinta e Sexta: A aversão ao risco no exterior, por temor sobre efeitos do coronavírus, dados econômicos fracos e alerta da presidente do BCE, Christine Lagarde, de que o PIB da zona do euro pode afundar 12% este ano, afetou os ativos brasileiros na quinta feira. Mas o cenário de expansão da pandemia no Brasil, que posterga a suavização de medidas locais de isolamento, também fez a sua parte no mau humor doméstico. A proximidade do feriado foi outro fator a elevar a cautela. O dólar interrompeu dois dias de queda e subiu 2,8%, elevando a alta mensal - a quarta seguida - para 5,4%. O Ibovespa rendeu-se à baixa das bolsas americanas e europeias, após três dias consecutivos de ganhos. No mês, entretanto, subiu mais de 10%, mostrando que mesmo em meio a cenário adverso segue mostrando atratividade como investimento. Na sexta, feriado por aqui, o EWZ, fundo indexado ao Ibov la fora, afundou mais de 5% na esteira da queda das bolsas americanas. O S&P 500 caiu quase 3% com a piora nas expectativas do pos lockdown. Hoje: O Brasil deve acompanhar o sentimento negativo dos mercados externos nesta manhã e ainda se ajustar ao desempenho dos ativos na sexta. Quedas das ações de empresas aéreas, a volta das críticas de Trump à China e o receio de nova onda do coronavírus após países aliviarem o isolamento são citados entre motivos do mau humor. No Brasil, ajuste ao feriado ocorre em meio à retomada da tensão política, depois de Bolsonaro incitar protesto contra STF e Congresso e após depoimento de Moro. Receio dos investidores pode ser amenizado se Câmara aprovar matérias de peso que podem ir a voto hoje, como a PEC do orçamento de guerra e proposta de ajuda aos estados e municípios. Agenda extensa destaca balanço do Itaú pós-mercado. Nesta manhã, saem IPC-S, com estimativa de deflação, além de Focus e PMI, abrindo a semana do Copom. Balança pode mostrar aumento do saldo. Nos EUA, saem pedidos de bens duráveis e às fábricas. Bom dia e boa semana a todos.

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