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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 04/04/2022

Sexta: Dólar teve a maior queda da semana, para nível abaixo de R$ 4,66 em continuidade ao movimento que reflete carry trade favorável ao real com os juros altos no Brasil. Moeda sofreu a terceira baixa semanal seguida, com perda de mais de 1,7% no período. Movimento do câmbio, acentuado à tarde, arrastou os juros futuros às mínimas até o encerramento da sessão regular. Taxas também foram beneficiadas pelo recuo do petróleo abaixo de US$ 100 o barril. O Ibovespa terminou o dia em alta de 1,3%, de volta aos 121.000 pontos e no nível mais alto desde agosto de 2021. Vale puxou o índice e Petrobras teve primeira queda em 4 dias com petróleo. Na semana, a terceira seguida de alta, o Ibovespa subiu 2,1%. B3 revisou dados de fluxo estrangeiro após erro em metodologia. Nos EUA, os rendimentos dos Treasuries 10 anos subiram, com a visão de que o payroll sólido, embora levemente abaixo do esperado, reforce as apostas de aumento dos juros do Fed.


Hoje: Dólar rompeu a marca psicológica de R$ 4,70 na sexta, com capitais atraídos ao país pelo carry elevado e ações ainda vistas como baratas. Fluxo deve seguir movimentando o câmbio, que não tem barreiras técnicas relevantes antes de R$ 4,00. A bolsa, que vive momento positivo similar ao real, monitora notícia de que Rodolfo Landim desistiu do posto de chairman da Petrobras. Estatal ainda anunciou nova descoberta no pré-sal. Juros futuros seguem com aposta em ciclo menor de alta da Selic com sinalizações de Campos Neto e alívio do câmbio, mas inflação alta deve levar mercado a manter parte do prêmio para alta em junho. IPC-Fipe acelerou mais que o esperado hoje e IPCA na sexta deve atingir 11% a/a, segundo economistas. BC segue adiando divulgações. Datafolha mostra menor reprovação de Bolsonaro sobre pandemia. Ele e Lula participam de eventos nesta segunda, enquanto Moro nega ter desistido da presidência. Mercado global abre a semana misto, atento à guerra na Ucrânia e perspectivas sobre Fed.


Bom dia e boa semana

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