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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 04/03/2020

Ontem: Se era para aliviar a onda de estresse dos mercados do mundo com o coronavírus, o corte-surpresa de 0,50 pp nos juros decidido pelo Fed nesta terça-feira teve efeito imediato de um tiro pela culatra: a leitura global - e também aqui - foi a de que o BC americano pode estar vendo um cenário muito pior do que o estimado até então pelos mercados. Ao final da tarde, as bolsas americanas caíam mais de 2% e os rendimentos dos Treasuries 10 anos chegaram a tombar abaixo de 1%, refletindo a busca dos investidores por segurança, diante das incertezas de que o corte seja suficiente para combater o impacto econômico do vírus. Aqui, o mercado de juros elevou para mais de 77% as chances de corte de 0,25 pp na Selic já na próxima reunião do Copom, no dia 18, e isso teve reflexo direto na alta do dólar, para acima de R$ 4,51, em novo recorde intradiário. O Ibovespa ampliou a queda para mais de 1% na esteira da piora das bolsas em NY.


Hoje: Os juros futuros devem ampliar apostas em cortes da Selic após BC dizer ontem a noite que o impacto do coronavírus na atividade tende a se sobrepor ao efeito nos ativos financeiros, sugerindo espaço para alívio monetário. Nota do BC disse ainda que o cenário ficará mais claro em quinze dias, período até o próximo Copom. Bolsas sobem após Biden surpreender com vitória sobre o progressista Sanders. Dólar recua no exterior, mas real pode ter desempenho inferior aos pares com perspectiva de juros menores. PIB de 2019 é destaque na agenda, mas é ofuscado por piora da perspectiva com este ano. EUA divulgam ADP e PMI serviços após novos indicadores mostrarem forte impacto do vírus na China. Na cena corporativa, Berkshire Hathaway diz não ser acionista do IRB e anúncios de IPOs desafiam turbulência. Em Brasília, votação de veto ao orçamento é adiada para hoje.


Bom dia a todos.

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