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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 03/12/2019

O ISM (índice de atividade industrial) abaixo do esperado nos EUA e novas preocupações comerciais provocaram a queda do dólar e a alta dos juros futuros por aqui ontem. O humor externo piorou com as ameaças de elevação de tarifas pelos EUA, caso não ocorra acordo com a China. Logo cedo, Trump anunciou pelo Twitter a retomada de tarifas sobre o aço do Brasil e da Argentina e disse que esses países estão permitindo “uma desvalorização maciça de suas moedas”. Em discurso, Campos Neto não mencionou o assunto, reiterou que o câmbio é flutuante e que haverá intervenção em caso de disfuncionalidade. Nada disso foi suficiente para afetar a bolsa. Ao contrário, o índice encerrou o dia bem perto dos 109.000 pontos, puxado pela recuperação dos bancos e pela Vale - após dados positivos na China. As siderúrgicas até abriram em queda, mas reverteram com a avaliação de que serão pouco afetadas pela decisão de Trump. No EXTERIOR, as bolsas americanas caíram após notícia de que Donald Trump poderia elevar as tarifas sobre produtos chineses caso não haja acordo e também por conta do ISM. O secretário de comércio dos EUA, Wilbur Ross, disse em entrevista à Fox que o presidente Trump deixou claro que elevará as tarifas sobre a China se nada ocorrer até 15/dezembro.


Hoje, o PIB do 3º trimestre, que sai às 9:00, será um teste para a melhora de percepção sobre a economia que tem ajudado o Ibovespa a se sustentar perto dos níveis recordes. A expectativa dos economistas, contudo, é que o dado ainda seja fraco, igual ao trimestre anterior, com uma expansão mais forte ficando para o final do ano e 2020. Além da melhora das projeções do PIB na pesquisa Focus, a revisão da balança e as vendas da Black Friday ontem animaram os investidores. No câmbio, a combinação de dados fortes na China e fracos nos EUA ajudou a compensar o susto com as tarifas dos EUA contra o Brasil. Nesta manhã, as bolsas externas perderam viés de alta após novos comentários de Trump.


Bom dia a todos.

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