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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 03/11/2020

Sexta: Os ativos brasileiros foram novamente pressionados pelo nervosismo externo, enquanto o receio fiscal continuou pesando no âmbito doméstico. Em NY, o S&P 500 teve a pior semana desde março, com balanços decepcionantes de empresas de tecnologia, e o Ibovespa não resistiu, caiu 2,7% e cravou a terceira queda mensal seguida. No câmbio, o BC conseguiu tirar a pressão do dólar com leilão de venda de moeda à vista, de quase US$ 800 mi, deixando real mais alinhado a pares. Com isso, o dólar teve a primeira baixa na semana, reduzindo a alta semanal para a casa dos 2%, enquanto encerrou outubro no terceiro avanço mensal consecutivo. Os juros futuros seguiram em alta e a inclinação da curva aumentou, com o quadro fiscal no foco do mercado, mesmo com tom mais dovish do Copom e ações coordenadas do BC e Tesouro de encurtamento do perfil da dívida. O feriado prolongado por aqui, às vésperas da eleição presidencial nos EUA, também justificou maior cautela.


Hoje: Bolsas globais têm 2ª alta e moedas emergentes se fortalecem com investidor mais otimista com desfecho da eleição americana. Apesar do sentimento mais benigno, alguma cautela ainda persiste. Investidor se prepara para volatilidade cambial diante de resultado eleitoral considerado binário. Visto como mais moderado que Trump, inclusive na disputa com a China, Biden lidera as pesquisas, mas ainda persistem incertezas sobre estados-chave e o risco de resultado ser contestado. Semana forte com Fomc, payroll e IPCA começa carregada no pós-feriado. Senado pode tentar votar independência do BC, Tesouro vende NTN-B e saem ata do Copom, pesquisa Focus, PMI, IPC-S e resultado da balança. EUA terão pedidos de bens duráveis e às fábricas. No noticiário corporativo, Petrobras está perto de vender refinaria para Mubadala, Bradesco conclui compra do BAC Florida e Ânima compra ativos da Laureate. Itaú divulga balanço pós fechamento e Méliuz precifica IPO.


Bom dia e boa semana a todos.

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