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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 03/07/2019

O mercado pôs um pé na cautela ontem com a leitura do parecer final da reforma da Previdência na Comissão Especial. As discussões que permearam o dia, entre Rodrigo Maia, líderes partidários e governadores, não trouxeram total segurança aos investidores sobre se a expectativa de votação até amanhã será cumprida. O dólar chegou a cair e a bolsa, a apagar a queda, depois que os líderes Augusto Coutinho, do Solidariedade, e Carlos Sampaio, do PSDB, disseram que havia entendimento para leitura ainda ontem e votação hoje. Mas a sessão foi encerrada sem data para votar versão ajustada do relatório que traz economia de R$ 1 tri. A incerteza voltou a predominar no comportamento dos ativos e o cenário externo mais avesso a risco também teve influência negativa. Na bolsa, além da cautela com a reforma, pesaram as perdas de Vale e Petrobras. A Vale registrou a maior queda desde fevereiro após parecer de CPI de Brumadinho sugerir indiciamentos dos responsáveis pela tragédia, incluindo o atual CFO Luciano Siani e o ex-presidente Fabio Schvartsman, além de uma proposta tributária. A Petrobras foi afetada pela queda de mais de 4% do petróleo.


No exterior, as bolsas americanas registraram leve alta, renovando recordes, enquanto rendimentos das treasuries 10 anos caíram abaixo de 2% com investidores buscando ativos considerados mais seguros, em meio a dúvidas sobre política de juros do Fed e a guerra comercial de Trump. Lagarde é indicada para suceder Mario Draghi como presidente do BCE


Hoje uma nova reunião deve ocorrer na Comissão Especial para definir o calendário. Com isso, exterior deve prevalecer como direcional em meio ao derretimento do rendimento de títulos globalmente. Movimento é associado à antecipação ao feriado nos EUA, a dados econômicos ruins e à perspectiva de nomeações mais dovish para Fed e BCE. Donald Trump disse que está planejando nomear Christopher Waller e Judy Shelton para conselho do Fed. Manhã tem agenda cheia nos EUA com dados de emprego da ADP, balança comercial de maio e encomendas às fábricas, entre outros, antes de fechamento mais cedo dos mercados, por conta do feriado de 4 de julho.




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