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  • Mateus Cosac

Morning Call - 03/06/2020

Ontem: A expectativa positiva generalizada com a reabertura das economias no mundo enfraqueceu a busca por proteção no dólar, o que levou a moeda à queda frente às principais divisas globais e gerou um rali de emergentes, ao mesmo tempo em que fortaleceu as bolsas. O Índice Dólar marcou a sua sexta baixa em sete dias e, aqui, a moeda americana caiu quase 3%, testando patamar abaixo de R$ 5,21, rumo ao menor nível desde 14 de abril. O Ibovespa chegou aos 91.000 pontos, com avanço de 2,7%, na terceira alta seguida e maior nível em quase três meses, impulsionado por bancos e Petrobras. Os juros futuros encerraram a sessão regular com quedas ao longo de toda a curva, em especial nos vértices longos, com a devolução de prêmios de risco. O sentimento positivo dos investidores ofuscou o cenário de protestos nos EUA e a crise política no Brasil, onde não foram adicionados fatos novos que pudessem acirrá-la. LÁ FORA, as bolsas americanas subiram pelo terceiro dia com os sinais de retomada da atividade e estímulos às economias, apesar do clima tenso com os protestos nos EUA.


Hoje: Bolsas globais estendem ganhos pela 8ª sessão e o dólar recua ante moedas emergentes com otimismo sobre retomada econômica e alívio na pandemia ao redor do mundo. Indicadores menos negativos do que o previsto na Europa, estímulos na Coreia do Sul e demanda por títulos da Indonésia impulsionam ativos e ajudam amenizar receios com protestos nos EUA e atritos do governo Trump com China. Petróleo brent cede e reverte alta que levou futuro a superar US$ 40 mais cedo com atenção voltada para Opep+ e minério de ferro sustenta máximas com demanda chinesa e oferta restrita do Brasil. No mercado local, bolsa e câmbio devem seguir rumo externo e ainda refletir a atenuação do noticiário político, reforçada por bandeira branca de Bolsonaro com ministro Alexandre de Moraes, do STF. Contraponto vem da Covid com registro de recordes, o que motiva alerta da Saúde. Juros futuros podem reagir à produção industrial, que tem previsão de forte queda em abril, quando alguns dados de maio já sugerem estabilização.


Bom dia a todos.

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