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  • Mateus Cosac

Morning Call - 03/06/2019

O aumento do otimismo com as reformas, por meio de várias notícias sobre a adesão de partidos, prováveis fechamento de questão, esvaziamento de proposta mais desidratada e possivelmente apresentação de relatório antes do previsto, ajudaram os ativos brasileiros na resiliência à aversão a risco vista no exterior na sexta feira. O dólar caiu (R$ 3,92) e o real foi destaque de ganhos entre moedas globais e emergentes, enquanto o peso mexicano ficou na ponta oposta após Trump ameaçar México com tarifas. Analistas citaram desmonte de posições no peso mexicano e busca por real. Juros futuros deram continuidade à queda vista ao longo de toda a semana, influenciados pela política e pela baixa forte dos rendimentos das treasuries. A bolsa, mais para o final da tarde, rendeu-se ao exterior e reverteu alta, encerrando o dia e o mês aos 97.030 pontos. Mesmo assim, o Ibovespa teve queda bem menor do que as bolsas americanas.


Lá fora, as bolsas americanas tiveram a maior perda semanal desde o Natal, depois que o presidente Donald Trump ameaçou impor tarifas ao México e a China preparou uma lista de empresas estrangeiras as quais acusa de prejudicar seus interesses. O agravamento da guerra comercial provocou uma onda de aversão ao risco global. Os yields das treasuries voltaram a recuar, agora para 2,13%, no menor nível desde setembro de 2017; parcela importante da curva de juros inverteu ainda mais, aumentando a preocupação do investidor em relação à ameaça de uma recessão. O petróleo caiu em direção ao seu pior desempenho no mês de maio em sete anos, à medida que as tensões no comércio global aumentaram, prejudicando as perspectivas de crescimento da demanda.


A semana e o mês começam com a cautela persistindo no exterior, embora perdas dos ativos de risco sejam mais moderadas e menos generalizadas do que na sexta feira. Receio de que a guerra comercial afete o crescimento global mantém as bolsas e rendimentos da treasuries em queda. Minério também cai, mas petróleo interrompe série de dois dias de baixas fortes. Dólar recua contra maioria das principais moedas. Semana que terá payroll como principal indicador da saúde da economia americana começa com ISM e PMI em destaque nos EUA. No Brasil, noticiário sobre reforma da previdência segue construtivo, mostrando governo otimista com aprovação mais rápida de um texto robusto. Inclusão de Estados e Municípios na PEC segue em pauta. Mais um teste para a capacidade de mobilização do Planalto ocorre hoje com votação no Senado de MP contra fraudes, ameaçada de caducar.




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