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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 03/04/2020

Ontem: Ibovespa retomou os 72.000 pontos no primeiro dia de alívio após duas quedas seguidas, alavancado por Petrobras na esteira da alta do petróleo. A commodity ganhou maior impulso depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Arábia Saudita e a Rússia podem cortar a produção. O mesmo fator estimulou ações de energia em NY, levando as bolsas à alta por lá. Já o dólar, depois de recuar aqui momentaneamente com a notícia, acompanhou a alta da moeda americana no exterior e renovou recorde intradiário, em meio aos receios sobre os efeitos da pandemia de coronavírus, que já levou o número de pedidos de seguro-desemprego a recorde nos EUA. Juros futuros caíram nos vértices curtos e médios, com o mercado precificando que BC acabará por cortar a taxa básica como outros bancos centrais estão fazendo, em meio às medidas que estão sendo desenhadas para evitar uma crise financeira. No EXTERIOR, as bolsas americanas subiram com ações de energia na esteira da alta do petróleo. Hoje: A cautela volta a imperar nos mercados globais e as bolsas devolvem parte da alta anterior, enquanto o dólar continua a se fortalecer contra moedas emergentes. Após recorde dos seguro-desemprego ontem assustar investidor sobre efeito do coronavírus na maior economia do mundo, o mercado espera o payroll hoje nos EUA, que deve ter a 1ª baixa desde 2010, embora dados estejam atrasados. O petróleo se sustenta à espera de encontro da Opep+ na próxima semana em meio à pressão de Trump por cortes da produção. Número de infectados na pandemia supera 1 milhão globalmente -- um dado provavelmente subestimado -- e Brasil mantém ritmo de mais de 1.000 novos casos diários de contaminados. Bolsonaro eleva o tom por volta da atividade econômica e diz que Mandetta “extrapolou” e não é indemissível, embora mantenha o ministro no cargo, enquanto Maia tenta aprovar hoje na Câmara o Orçamento de Guerra. Agenda ainda traz PMI serviços aqui e nos EUA. Bom dia e bom final de semana a todos.

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