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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 03/02/2022

Ontem: Juros futuros encerram sessão regular com queda quase generalizada, sob influência da baixa dos yields no exterior, enquanto apenas poucas taxas curtas subiram à espera da reuniao do Copom. As maiores dúvidas ficaram reservadas para o comunicado do Copom. Expectativa era de remoção do sinal de mesma dose de aperto em março, mas com manutenção de um tom duro. O dólar passou a maior parte do dia em ajuste para cima, depois de quatro quedas seguidas, mas apagou a alta ao final da tarde. Já a bolsa permaneceu no modo de ajuste e caiu perto de 1%, na contramão de NY, após os ganhos das duas últimas sessões. Bancos pesaram no Ibovespa, depois que temporada de balanços foi aberta por Santander Brasil com lucro que frustrou as estimativas. BRF desabou perto de 8%, depois do desconto da oferta de ações que levantou R$ 5,4 bi. Petrobras também cedeu, ainda que o petróleo tenha apagado a queda. Presidente da Câmara, Arthur Lira, disse que a questão do reajuste dos preços de combustíveis ainda está indefinida. Eurasia vê ‘alta probabilidade’ de eleição em 2 turnos no Brasil, enquanto Verde e SPX veem traders se preparando para retorno de Lula.


Hoje: Juros futuros devem cair na parte curta da curva após o Copom elevar a Selic em 1,5 ponto percentual, para 10,75%, mas sinalizar ritmo menor de aperto para março. Dólar deve subir após cinco baixas seguidas com visão de que o BC foi ligeiramente dovish e refletindo a aversão externa ao risco, que também deve pesar no Ibovespa. Nasdaq futuro chegou a cair mais de 2% após ações da Meta despencarem com previsões negativas e queda de usuários do Facebook. Moedas emergentes recuam, embora algumas divisas, como o real, possam ter perdas limitadas pela alta do minério de ferro, que superou US$ 140. Após ADP negativo ontem sugerir efeito da ômicron, mercado avalia seguro-desemprego hoje e payroll amanhã nos EUA. Moedas e taxas europeias podem reagir a decisões do BCE e BOE. No Brasil, juros ainda podem refletir leilão do Tesouro. Lula volta a falar hoje e Alckmin pode chefiar Agricultura, além de ser vice do petista, diz Estado. Bolsonaro, Lira e Pacheco defendem reformas mesmo em ano eleitoral.


Bom dia

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