Buscar
  • Mateus Cosac

Morning Call - 03/02/2019

O temor com a disseminação do coronavírus voltou a impor uma derrocada nos mercados globais na sexta feira, que partiram para o fim de semana preocupados com a reabertura dos negócios na China, hoje, com potencial de amplificar as perdas. O dólar bateu novo recorde histórico, perto de R$ 4,29, onde encerrou o dia, a semana e o mês de janeiro. No mês, subiu mais de 6%. O BC fez apenas rolagem de linha, sem nova atuação no mercado. O Ibovespa caiu mais de 1% e encerrou o dia no menor nível desde dezembro e teve a primeira queda mensal em cinco meses. Os juros futuros encerraram a sessão regular com alta marginal na maioria dos vértices, puxado pelo dólar, depois da baixa vista pela manhã com o déficit fiscal primário abaixo do previsto e queda da relação dívida/PIB. No EXTERIOR, as bolsas americanas desabaram. A doença deve cortar 0,4 ponto percentual do crescimento dos EUA no 1T com a queda de turistas chineses no país e com a redução das exportações para a China, segundo o Goldman Sachs. Os casos subiram para mais de 9.950 em todo o mundo, com 213 mortes. Quatorze províncias e cidades chinesas disseram que as empresas não precisam iniciar suas operações até pelo menos a segunda semana de fevereiro; as regiões representaram quase 69% do PIB chinês em 2019, o que reforçou o temor de que o surto de vírus terá um forte impacto no crescimento do país este ano.


A semana e o mês começam com as bolsas externas S&P tentando manter o sangue frio após bolsa na China reabrir em queda livre na 1ª sessão após o feriado prolongado, ajustando-se às perdas já registradas pelos mercados com o coronavírus. O dólar sobe mais de 1% contra yuan, mas moedas pares do real oscilam pouco. Sentimento de cautela persiste, dado que o número de vítimas do vírus segue aumentando. Ativos dependentes da economia chinesa, como commodities e ações de mineradoras, seguem em queda. Semana de agenda forte começa com ISM e PMI nos EUA e no Brasil saem balança e a última pesquisa Focus antes do Copom. BC oferta swap para rolagem, após anúncio do leilão semana passada não ter impedido dólar de renovar recorde. Eventual nova rodada de tensão, em meio à expectativa de novo corte de juros, pode levar a moeda a testar R$ 4,30. Bandeira verde na energia ajuda a desacelerar inflação. Na política, volta do Congresso traz esperança para reformas.


Bom dia e boa semana a todos.

Posts recentes

Ver tudo

Morning Call - 18/06/2021

Ontem: Os juros futuros curtos e médios dispararam e a curva perdeu a inclinação após o Copom adotar uma comunicação hawkish e deixar janela aberta para acelerar ritmo de alta da Selic, caso as expect

Morning Call - 17/06/2021

Ontem: A previsão de dirigentes do Fed de que os juros nos EUA podem ter dois aumentos até final de 2023 - um ritmo de aperto mais rápido do que o esperado - trouxe pressão aos ativos no exterior e no

Morning Call - 16/06/2021

Ontem: Os juros futuros curtos estenderam a alta, no aguardo de decisões do Fed e do Copom. O dólar virou para a queda no período da tarde, com fluxo vendedor e também na esteira da expectativa de alt