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  • Mateus Cosac

Morning Call - 02/12/2020

Ontem: O rali dos ativos globais, que trouxe ganhos diretos aos mercados emergentes desde cedo, foi ampliado aqui por pelo menos três fatores locais: a fala do presidente Jair Bolsonaro, a sinalizar que o auxílio emergencial não deve ser estendido para o ano que vem, o bem-sucedido leilão recorde de NTN-B do Tesouro, no qual a bandeira vermelha em energia intensificou a demanda pelo títulos atrelados à inflação e, ainda, a definição da data de 16 de dezembro para a análise da LDO 2021. Analistas citaram fluxo para emergentes, com o Brasil também favorecido, e os ativos reduziram bem os prêmios de risco. O dólar caiu mais de 2%, negociado abaixo de R$ 5,22, menor nível desde final de julho. Os juros futuros recuaram quase 20 pontos em boa extensão da curva e o Ibovespa retomou os 111.000 pontos, maior patamar desde fevereiro, com Vale e bancos liderando ganhos. Lá fora, depois de bons dados de atividade na China, o apetite ao risco impulsionou o S&P 500 e o Nasdaq a recordes no intradiário. Investidores seguem na aposta de crescimento econômico no ano que vem a partir de vacinas contra o coronavírus. Também houve sinais de maior apoio a um pacote fiscal nos EUA e o presidente eleito, Joe Biden, pediu ao Congresso que aprove a ajuda.


Hoje: Bolsas externas fazem pausa no rali da primeira sessão de dezembro e o dólar interrompe queda. Mercado avalia desdobramentos da relação entre EUA e China e do Brexit, mas perspectivas de vacinas e estímulos devem seguir no foco. IPC-Fipe mensal segue acima de 1% após Inflação implítica de 1 ano superar 6%. Agenda movimentada destaca produção industrial e Fenabrave. Ainda no exterior, Reino Unido libera vacina da Pfizer e BioNTech, que pode começar a ser aplicada na próxima semana. Powell volta a falar no Congresso dos EUA, Fed divulga livro bege e ADP sai dois dias antes do payroll. Na cena corporativa, oferta da Intermédica levanta R$ 3,75 bi e Vale reúne-se com mercado.


Bom dia a todos.

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