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  • Mateus Cosac

Morning Call - 02/09/2019

Os ativos brasileiros acompanharam os ganhos das ações e das moedas emergentes na última sessão de agosto, depois de a China indicar que não responderia imediatamente ao mais recente aumento de tarifas imposto por Trump e enfatizar a necessidade de desescalar a guerra comercial. No entanto, os dois países mantiveram os aumentos de tarifas programados para o início de setembro. O dólar chegou ao final da tarde em queda, negociado no patamar de R$ 4,14, depois de ter batido mínima abaixo de R$ 4,13. Com o alívio, os juros futuros também devolveram exageros de altas anteriores e a precificação da curva voltou a apontar corte de mais de 40 pontos da Selic em setembro, depois de certo ruído causado pela intervenção surpresa do Banco Central com leilão de reservas na última terça-feira. Ainda assim, o mês de agosto deixa um saldo de alta de mais de 8% no dólar. O Ibovespa subiu pela quarta sessão e retomou os 101.000 pontos, reduzindo a queda mensal para 0,7%.


Lá fora, as bolsas americanas encerraram o pregão estáveis com a queda da confiança do consumidor de Michigan em agosto para 89,8; est. 92,4, menor desde outubro de 2016. O presidente Donald Trump mostrou pouca disposição de recuar das novas tarifas sobre mais de US$ 110 bilhões em importações chinesas programadas para entrar em vigor no ontem, ao culpar as empresas americanas por sua incapacidade em lidar com a política comercial. Trump ainda atacou novamente o BC americano ao escrever em tuíte que o país não tem um problema tarifário, e sim com o Fed.


A semana começa com as bolsas europeias em leve alta e o dólar trazendo ganhos discretos ante divisas emergentes, com mercado mostrando reação aparentemente controlada ao esperado início da vigência das tarifas dos EUA contra a China. PMI chinês acima do previsto e promessa do governo de manter liquidez ampla contra crise ajudam a dar contraponto. Minério de ferro reage em alta após forte queda de agosto. Argentina vê crise se agravar e anuncia controle de capital, que não deve segurar remessas. Furacão Dorian ganha força. EUA têm feriado do Dia do Trabalho. No Brasil, BC inicia leilões de dólar físico e swap reverso programados para setembro, enquanto pesquisa Focus, IPC-S e balança abrem semana que terá IPCA e produção industrial. Bolsonaro passará por cirurgia para corrigir hérnia. Datafolha mostra queda da aprovação do presidente, em linha como os números da MDA.


Bom dia e boa semana a todos.

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