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  • Mateus Cosac

Morning Call - 02/06/2021

Ontem: O PIB do primeiro trimestre, acima de esperado, proporcionou ganhos fortes aos ativos brasileiros e gerou uma onda de revisões de estimativas para o crescimento em 2021, algumas acima de 5%, como as do Goldman Sachs, do BofA e do BNP Paribas. O Ibovespa cravou outro recorde, agora acima de 128.000 pontos e o dólar foi para o menor nível desde dezembro do ano passado, operando em torno de R$ 5,15 ao final da tarde. O real tem a maior valorização frente ao dólar entre as moedas do mundo. Os juros futuros longos caíram, enquanto os curtos e médios subiram, com o mercado antevendo maior pressão inflacionária e vários analistas considerando que o BC poderá retirar a indicação de normalização parcial da política monetária. Várias instituições financeiras elevaram projeções para a taxa Selic ao final do ano. A cautela, no entanto, continua em relação à crise hídrica, que pode ser limitadora do crescimento no ano, o que é reconhecido pelo Ministério da Economia. As bolsas de NY fecharam de lado depois que o PMI manufatura superou as estimativas, embora também tenha mostrado alguma fraqueza nos números do emprego.


Hoje: Otimismo com o PIB que derrubou o dólar para R$ 5,15 e levou o Ibovespa a renovar seu recorde, fechando a 1,4% da marca dos 130.000 pontos, pode ser testado nesta quarta-feira. Mercado externo tem desempenho misto, com bolsas europeias positivas e petróleo em alta, enquanto lira puxa baixa das moedas emergentes após presidente turco defender juro menor. Agenda externa hoje destaca Livro Bege e novas falas de dirigentes do Fed. Payroll de sexta será antecedido amanhã pelo ADP, dado de emprego privado que não terá reação do investidor local, devido ao feriado. No Brasil, o ânimo com o crescimento será checado com a produção industrial de abril, que abre a série de dados de atividade do 2T e tem estimativa levemente negativa, de -0,1% m/m. Agenda doméstica ainda traz Fenabrave e Campos Neto em videoconferência aberta. Tesouro leiloa títulos pré-fixados e LFT após ponta curva do DI ficar alheia à euforia do câmbio e da bolsa diante do receio de fim do sinal de ajuste parcial do BC. No corporativo, Vale ainda não sente efeito do risco hídrico e JBS busca reabrir unidades após ataque cibernético.


Bom dia a todos.

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