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  • Mateus Cosac

Morning Call - 02/05/2019

O exterior foi o principal condutor dos ativos domésticos na terça-feira, principalmente durante a tarde, passada a disputa pela definição da Ptax que balizou a liquidação financeira dos contratos de câmbio na virada do mês. O dólar caiu, em consonância com a queda do Índice Dólar e o real situou-se entre destaques de desempenho tanto em cesta com 16 principais moedas globais quanto entre 24 emergentes. O Ibovespa retomou terreno positivo ao final da sessão, acompanhando leve melhora do S&P 500 e ampliou ganho mensal para quase 1%. Os juros futuros fecharam em queda leve, seguindo à distância o comportamento do dólar.


Ainda na terça feira, no exterior, as bolsas tiveram desempenho misto com a atenção de investidores dividida entre resultados corporativos e as negociações comerciais entre EUA e China. A Casa Branca está aumentando a pressão sob os chineses e avisou que os EUA estão preparados para abandonar as conversas caso o acordo comercial não seja alcançado nas próximas duas semanas. Sobre o Fed, o presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu, num tuíte crítico, que se o Fed cortasse os juros em 1 ponto percentual impulsionaria a economia como “um foguete” e elogiou a China, por estimular a própria economia mantendo os juros baixos.


Hoje o Ibovespa deve se ajustar à queda do EWZ brasileiro ontem, quando a bolsa de Nova York e outros mercados que abriram no 1º de maio reagiram negativamente aos comentários do presidente do Fed, Jerome Powell, que recuou da sinalização dovish anterior. Ele afirmou que a economia segue saudável e a política monetária atual é apropriada. Alteração da retórica mantém mercado atento a dados como os pedidos às fábricas que saem nos EUA hoje, véspera do payroll. Aqui dentro, durante o feriado de 1º de maio, declaração do deputado Paulinho, de que busca apoio do centrão para desidratar a reforma da Previdência, pode gerar desconforto, mas foi rebatida por Maia, enquanto Onix prevê R$ 1 tri de economia.




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