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  • Mateus Cosac

Morning Call - 02/04/2019

O alívio nos mercados globais, provocado por dados positivos na China, e a percepção de trégua política interna derrubaram o dólar e os juros futuros e puxaram o Ibovespa ontem. A moeda americana encerrou o dia na mínima, aos R$ 3,85, enquanto os contratos mais negociados de juros perderam cerca de 10 pontos. O Ibovespa engatou a terceira alta seguida e recuperou os 96.000 pontos, alta de 0,67%. Desde cedo, prevaleceu a visão de diminuição dos receios de desaceleração global diante do PMI industrial na China já fora da zona de contração - percepção que ganhou reforço com o ISM acima do previsto nos EUA. Internamente, a falta de novidades na política ampliou a sensação de que os embates da semana anterior podem ficar para trás e dar espaço a um andamento mais efetivo da reforma da Previdência. O relator na CCJ manteve a data de apresentação do relatório para 9 de abril.

Lá fora, as bolsas americanas subiram mais de 1,2% e o dólar cedeu frente a maioria das moedas da cesta. O petróleo estendeu o melhor rali em uma década em meio a sinais de que a economia chinesa está se estabilizando e que a produção da Opep caiu em março pelo 4º mês seguido.

Hoje o rali do externo que ajudou a derrubar dólar e a puxar bolsas ontem perde força nesta terça-feira. Moedas emergentes e rendimentos das treasuries recuam e bolsas operam de lado em manhã de noticiário fraco. Petróleo passa de US$ 62 e é exceção junto com bitcoin, que dispara mais de 20% na máxima. Agenda externa reduzida tem dado de bens duráveis nos EUA. No Brasil, produção industrial de fevereiro tem estimativa de alta e é mais um termômetro da atividade no início do novo governo. Bolsonaro diz que está aberto ao diálogo e fará encontros diários com parlamentares, enquanto Maia mostra otimismo com reforma. Pressões contra a emenda, contudo, permanecem e servidores tentam barrar a proposta já na CCJ.



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