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  • Mateus Cosac

Morning Call - 02/03/2020

Ontem: Coube ao presidente do Fed, Jerome Powell, trazer alguma dose de alívio numa sexta-feira de nova onda de aversão global ao risco. O chairman disse que o BC americano está monitorando o coronavírus, usará suas ferramentas e agirá de forma apropriada, se for necessário. Foi a senha para que o dólar revertesse a alta no exterior e também aqui, perto do final de uma sessão marcada pela volatilidade, na qual a moeda chegou à máxima de R$ 4,5138. A fala reforçou as apostas de que o Fed poderia fazer um corte emergencial de juros. Não foi o bastante, porém, para reverter a queda das bolsas americanas, nem para bloquear o caminho do S&P 500 para fechar a sua pior semana desde a crise financeira de 2008. Já o Ibovespa, que chegou a ficar abaixo dos 100.000 pontos durante o dia, reduziu bem as perdas com a alta dos bancos. Os juros futuros caíram no miolo da curva, enquanto os longos subiram. Quadro de desaceleração global como efeito do coronavírus piora expectativas de crescimento doméstico e alimenta apostas incipientes em corte da Selic à frente. Dólar fechou o segundo mês seguido de avanço, com alta de mais de 4%, enquanto Ibov teve queda mensal de mais de 9%.


Hoje: A semana começa com o S&P futuro ensaiando uma recuperação após o BOJ (Banco Central Japones) se juntar ao Fed e sinalizar que pode ampliar liquidez para proteger o mercado do efeito do coronavirus. Sinalização dos BCs também valoriza commodities e interrompe ganho do dólar, mas volatilidade continua aguda enquanto casos do vírus seguem se alastrando. Mercados monitoram possível efeito do surto nos dados nos EUA e Brasil após PMI na China mostrar contração da indústria muito maior que o previsto. Agenda traz ISM e PMI nos EUA e, aqui, saem PMI, balança e Focus, além de balanços. Bandeira verde gera alívio adicional para inflação. Em Brasília, Congresso testa humor com Planalto na volta do carnaval e Maia reafirma apoio às reformas.


Bom dia e boa semana a todos.

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