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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 02/02/2022

Ontem: Ativos brasileiros iniciaram o mês de fevereiro no mesmo pique de ganhos em que terminaram janeiro, com fluxo de investidores aproveitando preços baixos, com as commodities em alta e o exterior favorável a emergentes. O dólar atingiu mínimas à tarde, abaixo de R$ 5,27, e o real retomou posto de melhor desempenho em cesta de 24 divisas emergentes, cuja maioria se valorizou. O Ibovespa ampliou alta também na segunda metade da sessão e subiu perto de 1%, enquanto as bolsas em NY também fecharam em alta, com dados sólidos da economia dos EUA reacendendo o debate sobre os passos do Fed para uma política mais restritiva. Por aqui, também a perspectiva favorável com balanços de empresas locais contribui para a alta do índice, com Vale e Petrobras na liderança. Juros futuros recuaram na véspera da decisão do Copom e várias taxas intermediárias e longas caíram mais de 10 pontos, também com ambiente externo e baixa do dólar. Governo estuda PEC para autorizar desoneração de combustíveis, disse ministro Paulo Guedes.


Hoje: Mercado espera Copom com aposta firme na alta da Selic para 10,75% e a dúvida do mercado recai sobre o comunicado da decisão. A maioria dos analistas espera a remoção do sinal de nova alta de 1,5pp, mas há dúvidas se o BC indicará claramente uma desaceleração do ritmo ou se manterá a porta aberta tanto para manter quanto alterar o passo dependendo da inflação. IPC-Fipe acelera pouco mais que o previsto, abrindo agenda que ainda terá produção industrial e Fenabrave no Brasil. EUA divulgam ADP e CPI europeu supera previsões na véspera do BCE e BOE e dois dias antes do payroll. Bolsas globais sobem embaladas por resultados e rali das commodities prossegue, enquanto o índice dólar cede levemente. Exterior benigno deve seguir ajudando a atrair fluxo para a bolsa. Ainda na cena política, Moro volta a defender privatização da Petrobras, e Congresso retoma atividade. BRF levanta R$ 5,4 bi e Santander tem lucro gerencial abaixo do previsto.


Bom dia

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