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  • Mateus Cosac

Morning Call - 02/01/2020

O Ibovespa encerrou o ano com ganho acima de 30%, a maior alta anual desde 2016 e o quarto ano seguido de avanço, embora tenha destinado o último pregão (segunda dia 30) a um ajuste para baixo, tal como aconteceu com as bolsas americanas. Já o dólar cedeu pelo quarto dia seguido e chegou bem perto de R$ 4,00, negociado abaixo de R$ 4,02 praticamente durante toda a tarde. O movimento de recuo do dólar, que saiu de R$ 4,26 para R$ 4,01 em um mês, reduziu a alta anual - a terceira consecutiva - para pouco mais de 3%. Os juros futuros seguiram a baixa do dólar em meio à liquidez fraca e o CDS 5 anos caiu abaixo de 100 pontos pela primeira vez desde o dia 18. O ano terminou permeado pelo otimismo do mercado brasileiro, não só pela quase conclusão da primeira fase do acordo EUA/China depois de uma longa guerra comercial, mas também com expectativas mais fortes de recuperação da economia doméstica, de melhora do rating brasileiro e de busca por ativos de risco com juros em patamar histórico de baixa. No EXTERIOR, as bolsas americanas caíram na segunda, no penúltimo pregão por lá, já que dia 31 eles tiveram os mercados abertos, embora com baixíssima liquidez. Apesar da cautela, o S&P teve o melhor ano desde 2013.


Hoje, primeiro pregão do ano, as bolsas globais e as commodities sobem após o BC da China cortar compulsório para sustentar a economia, somando-se à expectativa de que EUA assinem o acordo comercial no dia 15 como fator positivo no começo do ano. Exterior calmo, combinado ao otimismo com um PIB mais vigoroso e juros baixos, deve ajudar o Ibovespa a sustentar o ritmo após cravar sucessivos recordes. Moedas externas têm desempenho misto, mas real tem chance de se destacar após dólar quebrar barreira de R$ 4,04 e com CDS testando novas mínimas abaixo de 100 pontos. Agenda variada traz balança comercial, PMI, IPC-S, Fenabrave, leilão do Tesouro e prévia do Ibovespa. EUA têm PMI.


Bom dia a todos.

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