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  • Mateus Cosac

Morning Call - 01/10/2019

Em um dia fraco de notícias, os ativos brasileiros operaram perto da estabilidade ao final da sessão de ontem, com pouco motivo para investidores alterarem suas posições. O dólar subiu pela manhã e caiu à tarde, após presidente do Senado, Davi Alcolumbre, dizer que reforma da Previdência deve ser aprovada por mais de 60 votos. Mas ao final do período a moeda rumava para a estabilidade, completando o segundo mês de ganhos e um trimestre com alta de quase 8%. O Ibovespa não conseguiu manter os 105.000 pontos, ao registrar leve queda, mas preservou o quinto trimestre consecutivo de ganhos. E os juros futuros encerram a sessão regular com pouca alteração, sem razões para que o mercado mudasse sua precificação em relação aos próximos passos da política monetária.


No exterior, as bolsas americanas avançaram pelo 3º trimestre seguido depois que o governo Trump negou parcialmente que planeja impor limites aos investimentos de empresas americanas na China, enquanto Pequim prometeu continuar abrindo seus mercados financeiros e incentivar o investimento estrangeiro. O rendimento das treasuries caíram para 1,67% após PMI Chicago mostrar desaceleração da atividade. O mês de setembro foi de ganhos também para as bolsas ao redor do mundo.


Hoje, o senado faz nova tentativa de votar a reforma da Previdência após frustração com adiamento na semana passada. O presidente da casa mostra otimismo e prevê até 63 votos para a PEC, que ainda terá de passar pela CCJ de manhã antes de ir a plenário. Governo não acredita em emendas que possam reduzir a economia, mas risco de desidratação é monitorado. Ontem, dólar anulou alta e bolsa sustentou os 105.000 com expectativa com reforma. Hoje, contudo, humor é desafiado pelo viés externo negativo. Yields dos títulos sobem com demanda fraca por leilão de títulos no Japão, enquanto o dólar se fortalece e bolsas oscilam. Efeito econômico da guerra comercial, evolução do impeachment de Trump e protestos em Hong Kong no aniversário do regime comunista da China também geram cautela. Agenda expressiva nos EUA, com ISM e fala de Clarida (Fed), ainda pode afetar mercado. No Brasil, sai produção industrial, com estimativa de leve alta m/m em agosto, além de IPC-S e balança.


Bom dia a todos.

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