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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 01/08/2019

Declarações do presidente do Fed, Jerome Powell ontem, após o BC americano cortar os juros em 0,25 pp, sacudiram os mercados globais, com um tom considerado predominantemente mais hawkish (duro) do que se esperava. Powell disse que a decisão de corte era um “ajuste de meio de ciclo na política”, o que gerou forte movimento nos ativos. Depois disse que este não é o início de uma longa série de reduções, mas que não afirmou que será apenas um corte, fala que trouxe certo alívio. Por aqui, o dólar, que pela manhã estava sendo negociado aos R$ 3,75, encerrou o dia e o mês de julho aos R$ 3,8148. O Ibovespa teve mais ou menos o mesmo caminho e encerrou o dia em queda de 1,09% aos 101.812 pontos. Depois do fechamento do mercado local, o Copom anunciou um corte de 50 bps na Selic, que passa agora a ser de 6%aa, a menor taxa em 33 anos.


Lá fora, as bolsas americanas caíram em média um pouco mais de 1% e os juros de 10 anos também caíram marginalmente. O dólar subiu contra a maioria dos pares, com algumas exceções.


Hoje o mercado de juros e câmbio devem reagir ao Copom de ontem. O BC não se comprometeu com próxima decisão, mas sinalizou possíveis novas reduções de 0,50 pp se a reforma da Previdência for concluída. Copom disse que o cenário externo é benigno e inflação está em nível confortável, com projeções abaixo da meta até 2020 mesmo que juro caia a 5,5% até fim do ano. Embora o corte estivesse precificado, alguns analistas esperam que dólar suba com o Copom dovish combinado ao Fed, que, ao contrário do BC brasileiro, cortou o juro como o mercado esperava, mas não sinalizou novos alívios. Moeda americana estende ganhos nesta manhã, enquanto commodities recuam e yields de títulos sobem. O S&P futuro ensaia interrupção da perda pós-Fed. Mercado externo ainda pode ser influenciado por decisão do BOE no Reino Unido e PMI e ISM nos EUA na véspera do payroll.



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