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  • Mateus Cosac

Morning Call - 01/04/2020

Ontem: Em sessão marcada por forte volatilidade, o dólar fechou em alta pelo terceiro dia seguido, a despeito de iniciativa do Fed de fornecer linha de liquidez a outros bancos centrais e de um leilão de moeda à vista feito pelo BC brasileiro à tarde, ações que propiciaram apenas alívios momentâneos ao câmbio. As bolsas americanas viraram para queda no início da tarde e o Ibovespa acompanhou, em movimento puxado pelos bancos, tanto aqui quanto em NY. Bolsa brasileira encerrou o pior trimestre da história, com queda de 37%, e dólar tem maior alta trimestral em quase 18 anos, de quase 30%. Os juros futuros tiveram novo dia de queda forte, com a continuidade de devolução de prêmios de risco acumulados anteriormente. Governo editou medida provisória que altera tributação do hedge cambial e reforça proteção legal aos membros do BC, em meio às ações para conter efeitos econômicos e financeiros da pandemia do coronavírus. No EXTERIOR, as bolsas americanas encerram a sessão em queda e o S&P 500 registrou o pior trimestre desde a crise financeira. Mais cedo, índice chegou a subir depois que uma medida de confiança do consumidor e dado regional de manufatura caíram menos que o esperado. Dow Jones teve a maior queda trimestral desde 1987. Hoje: Bolsas europeias caem e commodities têm 5ª baixa seguida após Trump alertar sobre semanas “dolorosas” à frente com aumento dos casos de coronavírus e mortes nos EUA. Além do efeito econômico que já aparece em dados de vários países e sinaliza uma recessão global, interrupção de dividendos por bancos ressalta o temor de impacto da crise sobre os resultados das empresas. A dois dias do payroll, números como ADP e ISM podem mostrar estrago da pandemia em março na economia americana. No Brasil, PMI e Fenabrave também apontam desempenho do último mês e agenda ainda traz produção industrial, balança e IPC-S. Casos no país têm o maior salto diário, com mais de 1.000 pessoas infectadas. Bolsonaro modera o tom contra o isolamento e diz que prioridade é salvar vidas. Dólar sobe no exterior e ganha impulso para se manter acima de R$ 5,20 no mercado local após Campos Neto reiterar que não trabalha com nível para o câmbio. Ele disse ainda que remédio do Brasil contra crise é diferente dos EUA e que reduzir juro sem credibilidade tem pouco efeito. Além do aumento dos gastos, crise também traz ameaça de intervenções em setores da economia, com adiamento do reajuste de remédios e Senado tentando suspender pagamento de aluguel. Bom dia a todos.

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