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  • Pedro Hernandez

Morning Call - 01/04/2019

Depois de uma semana para lá de intensa, o Ibovespa chega ao fim do trimestre com alta de 8,56%, o 3º avanço trimestral seguido, depois de o índice ter chegado a tocar históricos 100.000 pontos no intradiário neste mês de março. A recuperação vista nos dois últimos desta semana, com uma trégua no duelo de críticas entre Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia, e o anúncio de Marcelo Freitas com relator da CCJ, não foram suficientes para garantir ganhos no mês e a bolsa fechou o período na estabilidade (-0,18%). Mesmo com suavização das tensões políticas, o dólar reverteu a queda na sexta e os juros futuros reduziram baixa na esteira do exterior, onde a moeda americana ganhou força após a 3ª rejeição de projeto da primeira ministra britânica, Thereza May, para o Brexit. Em marco, o dólar subiu mais de 4% ante o real, na segunda alta mensal, e no trimestre, ruma para ganho perto de 1%.


No exterior, as bolsas americanas subiram e encerraram o trimestre com forte valorização em meio a esperança de um acordo entre EUA e China após notícias de progresso relatadas pela agência chinesa Xinhua. A libra caiu após o parlamento britânico rejeitar o acordo para o Brexit proposto pela primeira-ministra Theresa May. O petróleo subiu com notícias de cortes mais profundos por parte do segundo maior produtor e redução da exploração do xisto nos EUA.


A semana e o mês começam com as bolsas e as commodities subindo e com o dólar caindo ante a maioria das moedas emergentes após PMI industrial na China superar expectativas e sair da zona de contração. O receio de desaceleração do crescimento global diminui, mas ainda será testado hoje por dados de varejo e atividade nos EUA, que ainda divulgarão o payroll na sexta. No Brasil, agenda traz produção industrial amanhã, mas foco principal estará nas perspectivas sobre a reforma, com esperada ida de Guedes à CCJ e encontro de Bolsonaro e Maia após retorno do presidente de Israel. No noticiário político, a reforma aparentemente já tem a maioria em comissão e contaria com crescimento do apoio na Câmara, mas o governo ainda enfrenta resistências a seus projetos no Congresso.




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